28.12.17

Meus 10 filmes favoritos de 2017

Se você, assim como eu, ama fazer aquela maratona de filmes e séries durante as férias, tenho certeza que esse post vai ser útil, com alguma dica de filme que você talvez não tenha visto. E mesmo se tu for viciado real em filmes e já viu todos, ajuda a gente e conta nos comentários quais foram os seus favoritos pra colaborar com a nossa maratona. Ah, eu selecionei apenas os lançamentos do ano, considerando a data de estreia no Brasil ;)

1. Extraordinário
Quem me acompanha há um tempinho sabe o quanto sou fã dessa história. Já era louca pelos livros e fiquei ainda mais apaixonada pelo universo do Auggie no filme. Até falei dele recentemente neste post aqui no blog, mas pra quem não conhece, vou trazer novamente meu resuminho do que se trata. O filme conta a história de um garoto de dez anos que está indo pela primeira vez para escola. Ele é muito inteligente, apaixonado por ciências e já passou por várias cirurgias por ter nascido com uma síndrome que "deformou" seu rosto. Agora pensa só, se o início em uma escola nova já é um terror na vida de muita gente, imagina para o Auggie. Eu esperava muito desse filme e minhas expectativas foram superadas. Recomendo muito muito muito. Não termine o ano sem assistir, vai te trazer uma paz incrível.

2. Estrelas Além do Tempo
Lembro de estar sozinha na sala de cinema e me controlando para as pessoas não me acharem tão louca de tanto que eu vibrei com o filme. Cada cena eu ficava mais extasiada. "Estrelas além do tempo" mostra um grupo de mulheres, afro-americanas e cientistas da Nasa que buscam pelos seus direitos de serem tratadas com respeito e como profissionais extremamente capazes que são. A luta de ser mulher e negra em uma época e empresa completamente racista e machista nos emociona do início ao fim. O filme foi inclusive indicado em algumas categorias do Oscar, vale a pena incluir na maratona se você ainda não viu.

3. Fragmentado
É suspense que você quer, @? Toma esse filmão pra vocês. "Fragmentado" foi muito comentado na sua época de lançamento, mas caso você ainda não tenha visto, por favor, dá uma chance. Esse é daqueles filmes que te prende do começo ao fim e que vale cada minuto, até mesmo assistir várias vezes pra ir pegando os detalhes que você deixou passar (se você for meio lerdo que nem eu, rs). O filme mostra a história de um rapaz que possui 23 personalidades diferentes e uma delas sequestrou três adolescentes. É sensacional. A nossa colaboradora Marcella até fez um post sobre a obra, clique aqui pra conferir. E não deixe de assistir!

4. Corra
Outro suspense e mais um filme incrível que debate o racismo. "Corra" é uma surpresa atrás da outra, por isso nem dá pra falar muito sobre ele sem dar algum spoiler. Mas ó, é muito bom mesmo. Solta o play aí e depois me conta se gostou.

5. La La Land: Cantando estações
Ah, um filme amorzinho na lista é sempre bom, né mores. Esse filme teve tanta repercussão, ganhou vários prêmios, foi muito visto nos cinemas... dispensa apresentações. Mas não poderia deixá-lo de fora da lista. E se você ficou enjoado com tanta falação dele e não assistiu na época, dá uma chance agora. É um romance fofo com cenários, roupas e músicas lindas! 

6. Moana: Um mar de aventura

"O horizonte me pede pra ir tão longe. Será que vou?" Como não se apaixonar por uma animação linda dessas, bicho. Em todas as minhas listas de favoritos sempre tem algum desenho e esse com certeza é meu favorito do ano. Vale sentar com a família pra assistir e se emocionar com a trilha sonora linda de Moana.

7. O mínimo para viver
Não poderia faltar obras da nossa queridinha, Netflix. "O mínimo para viver", com a atriz Lily Collins, conta a história de uma garota que enfrenta o problema da anorexia. Eu fiquei muito chocada quando assisti e muito sensibilizada, apesar de ter recebido muitas críticas negativas e ter gerado algumas polêmicas, acho que o filme alcançou o objetivo que era proporcionar um debate sobre o tema. Eu gostei bastante e super recomendo.

8. Okja
Quem aí também se derreteu com a história do super porco? Um filme que mostra a relação de carinho e amizade entre uma garota e seu bicho de estimação, que na verdade, faz parte de um projeto da indústria de alimentos que pretende vender sua carne depois. É um drama muito fofo e  garanto, não é nojento ou traumatizante. Você, carnívoro, não vai sofrer grandes choques. Mais uma produção da Netflix que valeu a pena assistir.

9. Carros 3
Outra animação pra alegrar sua maratona. Eu já era muito fã do primeiro filme, mesmo com a falta de representatividade feminina. Por isso, confesso que esse se tornou meu favorito dos três. Finalmente, um pouco de girl power foi acrescentado na história e eu saí da sala de cinema surpresa e feliz. McQueen não decepcionou.

10. A Bela e a Fera
Depois de muito tempo de espera, chegou o live-action da minha princesa favorita. Eu não poderia ter ficado mais feliz com a escolha da atriz, Emma combinou perfeitamente com o papel. Em alguns momentos eu senti que poderia ter sido melhor, mas só de ter nossa eterna Hermione como Bela, valeu a pena!

E aí, qual desses filmes você também amou? E quais faltaram na minha lista? Quero dicas pra minha maratona também!

11.12.17

5 lições que aprendi com Extraordinário


Quem me acompanha há um tempo já me viu falando pelo menos umas 300 vezes sobre "Extraordinário". O livro da autora R. J Palacio, publicado no Brasil pela editora Intrínseca, já ganhou resenha e várias aparições no meu canal. Quando eu comprei o livro em uma promoção qualquer no Submarino, nem imaginava a importância que ele teria na minha vida. Desde então, venho tentando divulgar ao máximo a história incrível que "Extraordinário" nos traz. Mas, sabemos que nem todo mundo tem o hábito de ler, por isso mesmo, fiquei extremamente feliz que a obra seria adaptada para o cinema. Finalmente, depois de muita espera, o filme foi lançado e quando assisti, relembrei o quanto eu sou apaixonada pela história do Auggie e o quanto eu aprendi com ele, por isso resolvi compartilhar alguns ensinamentos aqui com vocês.

Se você nunca ouviu falar sobre esse livro, vou contar um pouquinho sobre o que fala. Basicamente, ele conta a história de um garoto de dez anos que está indo pela primeira vez para escola. Ele é muito inteligente, apaixonado por ciências e já passou por várias cirurgias por ter nascido com uma síndrome que "deformou" seu rosto. Agora imagina, se o início em uma escola nova já é um terror na vida de muita gente, imagina na do Auggie. Confira o trailer:


Depois de muito chorar na sala de cinema, já consigo falar novamente um pouquinho do quanto Extraordinário é sensacional, e irresistível de se usar tantos adjetivos bons.

1. Não custa nada tentar se colocar no lugar do outro

Eu espero que todos já compreendam a importância da empatia, mas às vezes fica mais fácil entender quando a gente acompanha de perto a vida do Auggie. Ao conhecer sua história, lembrei de quantas vezes tive dedos apontados pra mim por pessoas que nem se quer se deram o trabalho de saber o que eu estava passando, e  também, de quantas vezes eu fiz isso com outras pessoas. Cada um está enfrentando uma batalha na vida, é tão ruim ser só mais uma pedra no caminho. Com Extraordinário, aprendemos que é importante aprender a ver, de verdade, o outro. Tentar imaginar e entender o que ele está passando.

2. Não adianta devolver na mesma moeda

Muitas vezes eu quis apenas dar o troco, mas logo percebi que não valia a pena investir meu tempo me dedicando com energias negativas. Já aconteceu, mais de uma vez, de eu descobrir que algum grupo de pessoas não ia com a minha cara e acompanhava minha vida online apenas para "se divertir" com o que eu postava. Na época que fiquei sabendo, tive preguiça por elas. A melhor coisa que podemos fazer para dar o troco é ser feliz. Não vale perder nosso tempo com gente besta, temos que investir em nós. Auggie não tenta ferir ninguém, mesmo com tanta coisa acontecendo, ele só procura estar com pessoas que lhe fazem bem e ser feliz como ele é. Que a gente seja sempre capaz de fazer o mesmo, inclusive nos momentos mais difíceis. 

3. Amar quem somos

Todo mundo têm dias em que não gostamos muito de nós. Alguns dias não gostamos do nosso corpo, da quantidade de estrias e cicatrizes que temos, de como nos vestimos, ou até mesmo de como somos como pessoa. E tudo bem. Mas não pode ser sempre. Auggie nos mostra que devemos nos amar antes de querer o amor do outro. Fazer coisas que gostamos, nos vestir como quisermos, e estar com pessoas que nos fazem bem. Só assim podemos oferecer e receber algo do outro como uma consequência simples de nos amar completamente.


4. Celebrar as diferenças

Uma das coisas mais bonitas da vida é a singularidade que cada um de nós somos. Uma mistura danada de coisas que nunca sai igual ao outro. E isso é incrível. Além de ser celebrado, Auggie nos lembra como isso deve também ser respeitado. Não é só a aparência, mas o personagem é singular em muitas coisas e nos lembra o quanto ser diferente é ótimo.

5. Ser gentil

Apesar de parecer muito com o primeiro tópico, vemos no decorrer do livro que é muito mais que se colocar no lugar do outro. É de fato fazer a diferença. Recentemente, presenciei um comportamento opressor com uma garota. Fiquei bem chateada, cheguei a me afastar um pouco das pessoas. Mas não fiz nada por ela. Me senti péssima quando percebi esse ensinamento novamente no filme. Não basta só não fazer, tem que fazer algo bom. Escolha ser gentil com alguém hoje (e sempre).

Eu, pela milésima vez, recomendo muito a leitura do livro. A autora também publicou outra obra  ("Auggie e eu") com as visões de mais três personagens da história e a experiência se completa lindamente. Também vejam o filme, é uma adaptação bem fiel e emocionante, mas claro que os dois livros acabam sendo mais completos. Depois me contem aqui nos comentários, ou no Instagram @camilamabeloop, o que vocês acharam. Espero que amem tanto quanto eu.

10.12.17

Dica de Série: The Handmaid's Tale



Já pensou num país governado por Bolsonaro + Bancada Evangélica? Ficou com calafrios só de imaginar, né? Pois é exatamente assim que a população dos Estados Unidos vive em The Handmaid's Tale. Na série, após um golpe dado no país, os Estados Unidos passa a se chamar República de Gilead, que é governada por um regime totalitário e teocrático em meio a uma guerra civil, no qual a religião domina tudo. Nesse novo sistema, as mulheres são propriedade do Estado, não têm direitos e são divididas em castas – mulheres férteis, raras nessa realidade, pertencem ao grupo das aias e têm apenas uma função: procriar para famílias de homens poderosos e suas esposas estéreis.

A série é uma adaptação do livro escrito por Margaret Atwood em 1985 (no Brasil publicado como “O Conto da Aia”), que apesar de ser um livro antigo, nunca pareceu tão atual, principalmente nesses tempos sombrios de Trumps e Bolsonaros que estamos vivendo. THT ganhou cinco prêmios no Grammy: melhor série dramática, atriz (Elizabeth Moss), atriz coadjuvante (Ann Dowd), roteiro (Bruce Miller) e direção (Reed Morano). 

A história da série é contada pela perspectiva de Offred, interpretada por Elisabeth Moss. O nome da personagem já evidencia a opressão feminina – Offred é literalmente Of Fred, ou seja, “De Fred”; ela pertence a seu mestre. Mas Offred tinha um próprio nome antes, tinha uma família, um marido e uma filha. Offred, antes, era June.

Alternando cenas do presente com do passado, “The Handmaid’s Tale” vai mostrando pouco a pouco como a sociedade norte-americana foi se transformando. As mudanças começam pequenas, aparentemente inofensivas, e depois acabam tomando proporções absurdas, resultando nessa nova realidade da América. Infelizmente a série não tem na netflix e ainda não chegou ao Brasil, pois é original do serviço de streaming Hulu, que ainda não tem aqui, mas você pode dar aquela procurada na Internet, nada que um torrent não resolve. ;) 

Dá um play no trailer e tenho certeza que você vai correr pra assistir!

19.10.17

EU SABIA


Eu sempre soube

Em cada uma das minhas paixões

Que eu iria me apegar

Toda vez

No primeiro olhar

E mesmo assim

Eu nunca soube

Parar

Contornar

Ou evitar

Até quando também

No primeiro olhar

Eu soube

Que iria me machucar.
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