11.12.17

5 lições que aprendi com Extraordinário


Quem me acompanha há um tempo já me viu falando pelo menos umas 300 vezes sobre "Extraordinário". O livro da autora R. J Palacio, publicado no Brasil pela editora Intrínseca, já ganhou resenha e várias aparições no meu canal. Quando eu comprei o livro em uma promoção qualquer no Submarino, nem imaginava a importância que ele teria na minha vida. Desde então, venho tentando divulgar ao máximo a história incrível que "Extraordinário" nos traz. Mas, sabemos que nem todo mundo tem o hábito de ler, por isso mesmo, fiquei extremamente feliz que a obra seria adaptada para o cinema. Finalmente, depois de muita espera, o filme foi lançado e quando assisti, relembrei o quanto eu sou apaixonada pela história do Auggie e o quanto eu aprendi com ele, por isso resolvi compartilhar alguns ensinamentos aqui com vocês.

Se você nunca ouviu falar sobre esse livro, vou contar um pouquinho sobre o que fala. Basicamente, ele conta a história de um garoto de dez anos que está indo pela primeira vez para escola. Ele é muito inteligente, apaixonado por ciências e já passou por várias cirurgias por ter nascido com uma síndrome que "deformou" seu rosto. Agora imagina, se o início em uma escola nova já é um terror na vida de muita gente, imagina na do Auggie. Confira o trailer:


Depois de muito chorar na sala de cinema, já consigo falar novamente um pouquinho do quanto Extraordinário é sensacional, e irresistível de se usar tantos adjetivos bons.

1. Não custa nada tentar se colocar no lugar do outro

Eu espero que todos já compreendam a importância da empatia, mas às vezes fica mais fácil entender quando a gente acompanha de perto a vida do Auggie. Ao conhecer sua história, lembrei de quantas vezes tive dedos apontados pra mim por pessoas que nem se quer se deram o trabalho de saber o que eu estava passando, e  também, de quantas vezes eu fiz isso com outras pessoas. Cada um está enfrentando uma batalha na vida, é tão ruim ser só mais uma pedra no caminho. Com Extraordinário, aprendemos que é importante aprender a ver, de verdade, o outro. Tentar imaginar e entender o que ele está passando.

2. Não adianta devolver na mesma moeda

Muitas vezes eu quis apenas dar o troco, mas logo percebi que não valia a pena investir meu tempo me dedicando com energias negativas. Já aconteceu, mais de uma vez, de eu descobrir que algum grupo de pessoas não ia com a minha cara e acompanhava minha vida online apenas para "se divertir" com o que eu postava. Na época que fiquei sabendo, tive preguiça por elas. A melhor coisa que podemos fazer para dar o troco é ser feliz. Não vale perder nosso tempo com gente besta, temos que investir em nós. Auggie não tenta ferir ninguém, mesmo com tanta coisa acontecendo, ele só procura estar com pessoas que lhe fazem bem e ser feliz como ele é. Que a gente seja sempre capaz de fazer o mesmo, inclusive nos momentos mais difíceis. 

3. Amar quem somos

Todo mundo têm dias em que não gostamos muito de nós. Alguns dias não gostamos do nosso corpo, da quantidade de estrias e cicatrizes que temos, de como nos vestimos, ou até mesmo de como somos como pessoa. E tudo bem. Mas não pode ser sempre. Auggie nos mostra que devemos nos amar antes de querer o amor do outro. Fazer coisas que gostamos, nos vestir como quisermos, e estar com pessoas que nos fazem bem. Só assim podemos oferecer e receber algo do outro como uma consequência simples de nos amar completamente.


4. Celebrar as diferenças

Uma das coisas mais bonitas da vida é a singularidade que cada um de nós somos. Uma mistura danada de coisas que nunca sai igual ao outro. E isso é incrível. Além de ser celebrado, Auggie nos lembra como isso deve também ser respeitado. Não é só a aparência, mas o personagem é singular em muitas coisas e nos lembra o quanto ser diferente é ótimo.

5. Ser gentil

Apesar de parecer muito com o primeiro tópico, vemos no decorrer do livro que é muito mais que se colocar no lugar do outro. É de fato fazer a diferença. Recentemente, presenciei um comportamento opressor com uma garota. Fiquei bem chateada, cheguei a me afastar um pouco das pessoas. Mas não fiz nada por ela. Me senti péssima quando percebi esse ensinamento novamente no filme. Não basta só não fazer, tem que fazer algo bom. Escolha ser gentil com alguém hoje (e sempre).

Eu, pela milésima vez, recomendo muito a leitura do livro. A autora também publicou outra obra  ("Auggie e eu") com as visões de mais três personagens da história e a experiência se completa lindamente. Também vejam o filme, é uma adaptação bem fiel e emocionante, mas claro que os dois livros acabam sendo mais completos. Depois me contem aqui nos comentários, ou no Instagram @camilamabeloop, o que vocês acharam. Espero que amem tanto quanto eu.

10.12.17

Dica de Série: The Handmaid's Tale



Já pensou num país governado por Bolsonaro + Bancada Evangélica? Ficou com calafrios só de imaginar, né? Pois é exatamente assim que a população dos Estados Unidos vive em The Handmaid's Tale. Na série, após um golpe dado no país, os Estados Unidos passa a se chamar República de Gilead, que é governada por um regime totalitário e teocrático em meio a uma guerra civil, no qual a religião domina tudo. Nesse novo sistema, as mulheres são propriedade do Estado, não têm direitos e são divididas em castas – mulheres férteis, raras nessa realidade, pertencem ao grupo das aias e têm apenas uma função: procriar para famílias de homens poderosos e suas esposas estéreis.

A série é uma adaptação do livro escrito por Margaret Atwood em 1985 (no Brasil publicado como “O Conto da Aia”), que apesar de ser um livro antigo, nunca pareceu tão atual, principalmente nesses tempos sombrios de Trumps e Bolsonaros que estamos vivendo. THT ganhou cinco prêmios no Grammy: melhor série dramática, atriz (Elizabeth Moss), atriz coadjuvante (Ann Dowd), roteiro (Bruce Miller) e direção (Reed Morano). 

A história da série é contada pela perspectiva de Offred, interpretada por Elisabeth Moss. O nome da personagem já evidencia a opressão feminina – Offred é literalmente Of Fred, ou seja, “De Fred”; ela pertence a seu mestre. Mas Offred tinha um próprio nome antes, tinha uma família, um marido e uma filha. Offred, antes, era June.

Alternando cenas do presente com do passado, “The Handmaid’s Tale” vai mostrando pouco a pouco como a sociedade norte-americana foi se transformando. As mudanças começam pequenas, aparentemente inofensivas, e depois acabam tomando proporções absurdas, resultando nessa nova realidade da América. Infelizmente a série não tem na netflix e ainda não chegou ao Brasil, pois é original do serviço de streaming Hulu, que ainda não tem aqui, mas você pode dar aquela procurada na Internet, nada que um torrent não resolve. ;) 

Dá um play no trailer e tenho certeza que você vai correr pra assistir!

19.10.17

EU SABIA


Eu sempre soube

Em cada uma das minhas paixões

Que eu iria me apegar

Toda vez

No primeiro olhar

E mesmo assim

Eu nunca soube

Parar

Contornar

Ou evitar

Até quando também

No primeiro olhar

Eu soube

Que iria me machucar.

15.10.17

Dica de Série: My Mad Fat Diary


A minha dica de série dessa vez é o meu xodó: My Mad Fat Diary. Eu amo tanto essa série que nem sei, é uma das que eu mais amo NO MUNDO, juntamente com Dexter e Bates Motel. 
MMFD é uma série britânica, passada nos anos 90, que conta a história de Rae Earl, uma adolescente de 16 anos que enfrenta problemas psicológicos por conta de sua baixa autoestima e que, por isso, acaba indo para um hospital psiquiátrico. O seriado já teve sua season finale em 2015 e possui apenas 3 temporadas com poucos episódios (entre 5 e 7, dependendo da temporada), ou seja, é daquelas séries que você pode assistir tranquilamente em um final de semana.
My Mad Fat Diary é baseada nos livros My Fat, Mad Teenage Diary e My Madder, Fatter Diary, da escritora Rae Earl. Ela retrata suas experiências pessoais desde sua adolescência até a entrada na faculdade. Por se tratar de um diário, a gente acompanha e enfrenta junto com a personagem todas as situações de forma muito próxima.
Durante os episódios, temas como obesidade, bullying, auto-aceitação e homossexualidade são retratados de forma muito verdadeira, mostrando a realidade de muitos adolescentes que passam por situações que envolvem alguns dos temas citados. E, apesar de tratar de temas sérios, o seriado possui um tom muito divertido, sendo capaz de tirar boas risadas com as inúmeras situações e pensamentos que Rae demonstra em seu diário.
Além de tudo isso que eu falei, MMFD tem uma trilha sonora maravilhosa, cenários e objetos pessoais dos personagens que remetem aos anos 90 por conta da época em que os livros de Rae foram escritos. Concluindo, é uma série que PRECISA ser vista! Agora... Como nem tudo é perfeito, vem o lado ruim: a série não tem na Netflix (alô Netflix, vamos ver isso aí né?). Eu baixei todas as temporadas pelo utorrent, mas vocês também devem encontrar pra assistir online. Também vi que tem todas as temporadas no Youtube, basta colocar o nome de série (mas corre porque as vezes o Youtube remove). 
Pra ficar aquele gostinho de quero mais, dá uma olhadinha no trailer (infelizmente só encontrei sem legenda) e não deixa de assistir! 



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