13.4.17

Dica de Filme: Fragmentado


Assisti uma chamada para trailer de Fragmentado por acaso, numa daquelas propagandas que aparecem no Stories do Instagram. Duas coisas chamaram minha atenção: filme de suspense e sobre múltipla personalidade. Meu gênero de filme preferido e um tema que super me interesso. Pesquisando mais a fundo, vi que o filme era de M. Night Shyamalan, diretor que fez obras de arte como "O Sexto Sentido", mas que ultimamente tinha decretado seu fracasso com Fim dos Tempos e A Dama da Água. Confesso que dei uma desanimada, diante dos últimos filmes de Shyamalan, mas mesmo assim, resolvi dar uma chance e ME SURPREENDI. Shyamalan está de volta!

O primeiro e mais louvável ponto positivo do filme é a atuação de James McAvoy, que interpreta Kevin, jovem que possui 23 personalidades distintas. É impressionante como, ao longo do filme, você consegue identificar quem é a personalidade que está no corpo do Kevin, apenas com os trejeitos e a atuação espetacular de James McAvoy. Parece que temos uma indicação ao Oscar de melhor ator, hein? Impossível ele ficar de fora! (vale ressaltar que apesar das 23 personalidades, menos de 10 aparecem no filme). A atuação de Anya Taylor, que interpreta Casey Cook (uma das garotas sequestradas) também é incrível. Fragmentado é o tipo de filme que, mesmo quem não gosta do gênero, deveria assistir só pelo show de atuação. 

Já pra quem curte um bom suspense, pode se jogar porque Fragmentado é daqueles filmes que você não sossega a bunda na cadeira nem um segundo e volta pra casa com todas as unhas roídas. Inquietante, agoniante e, principalmente, intrigante. O filme tem um quê de realidade com "sobrenatural", bem típico do diretor que adora fazer essa mesclagem.

Eu ia colocar a sinopse do filme, mas achei melhor colocar o trailer pra vocês entenderam um pouco o quanto esse filme é imperdível:


Alguém aí já assistiu? Gostou?

20.3.17

Você não tem medo?


Minha carreira de escritora começou aos 13 anos, quando publiquei meu primeiro livro, mas só fui conhecer o feminismo e o movimento negro cinco anos depois. A partir daí comecei a ler, a discutir e a entender cada dia mais sobre o assunto.

Quando caí em mim, estava trazendo minhas lutas ­para os meus livros novos, redes sociais, palestras, discussões com amigos e familiares... Falar sobre isso era libertador, sabe? Me dava força e, mais do que isso, comecei a perceber que muitas leitoras e leitores me tinham como referência e eram influenciados pelo que escrevia.

Responsabilidade grande, né?

Enfim, tudo andava maravilhoso, estava cercada de pessoas que pensavam como eu, que me faziam crescer mais e acabei acreditando que o mundo estava muito perto de ficar lindo (risos).

Até que percebi que vivia numa bolha. Não era bem assim que as coisas funcionavam. Na vida real, as pessoas estavam disseminando ódio e criando expressões para nos silenciar e nos deslegitimar; “feminazi”, “mimimi”, “o mundo tá ficando chato”...

No meio desse processo de choque de realidade, me perguntaram se eu não tinha medo de postar e falar minha opinião, já que sou escritora e posso perder leitores que não concordam comigo.

Então parei e pensei em como minha vida muda diariamente com doses de empoderamento que vou tomando de pouquinho em pouquinho. Pensei nas leitoras que se descobriram feministas por causa dos meus livros ou das minhas postagens, pensei nos meus leitores negros que me contam casos de racismo e vibram pela minha última trilogia trazer o tema à tona, pensei em familiares e amigos que me ensinam e que aprendem comigo.

Mas principalmente pensei nas pessoas que não concordam com direitos iguais para mulheres e homens ou que acreditam que homens, brancos, héteros (ou qualquer grupo padrão) são superiores. Tenho que parar de falar sobre minhas lutas por causa deles?

Então você não tem medo?

Medo eu tenho é de nós, mulheres negras (e outras minorias) ficarmos caladas, não podermos mais lutar. Uma história inteira baseada em silenciamento e opressão e ainda querem que eu pare de militar? Pois não paro. Pois milito em dobro. Na literatura, nas redes sociais, nas escolas em que palestro, nas ruas, dentro de casa e onde mais estiver.

E os que não concordam com igualdade, eu sinto muito (mesmo, de coração), porque para mim essa não é uma questão do estilo “gostar de verde ou amarelo”, “torcer para o time x ou y”. É ser preconceituoso ou não, é escolher o lado do oprimido ou do opressor.

Para mim, como pessoa e artista, ver todo esse ódio espalhado e optar por não me posicionar é como escolher o lado do opressor.


E já faz muito tempo que tomei a direção oposta.

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14.3.17

O álbum visual da Daniela Andrade

Daniela Andrade é uma cantora e compositora do Canadá. Ela tem um canal no YouTube e você provavelmente já viu algum vídeo dela por aí. Ela faz vídeos de cover que são maravilhosos e contam com milhares de views. Entre os vídeos mais populares, você pode encontrar... 



Conheci o canal da Daniela Andrade através de um amigo músico e achei a voz dela incrível. Meses mais tarde me deparei com os três primeiros vídeos do álbum visual Shore e me apaixonei. Como eu não sabia quando ia sair o quarto e último vídeo, só fui ver meses mais tarde (uma pessoa super inteirada, memória super boa, coisa e tal)

Mas depois que eu tive contato novamente com o álbum visual, eu fiquei completamente apaixonada por como a história daquele amor é contada, a fotografia, as paisagens, a delicadeza. Sem contar as músicas que são maravilhosas e dão aquela aquecida básica no coração, sabe? 

O álbum conta basicamente as fases de um amor. Do famigerado tempo ao fim (desculpa, spoiler) e o que fica depois... É de uma delicadeza incrível e tudo fica muito lindo ao som da voz incrível da Daniela Andrade. Fiquei semanas ouvindo esse EP em looping e senti o dever de compartilhar. Confira abaixo o EP visual que está todo disponível no YouTube.



Você já conhecia o trabalho da Daniela Andrade? Conta nos comentários o que achou do EP visual!

13.3.17

Potinho do amor


Aposto que em alguma dessas noites que você não consegue pegar no sono, você parou pra pensar como seria o amor da sua vida, suponho.

Já aconteceu comigo, mais de dezenas de vezes, e provavelmente também contigo.

Nunca tive pressa para encontrá-lo, mas às vezes bate aquela dúvida, será que vou localizá-lo?

Já esbarrei com algumas paixões nessa vida, algumas eu achei que iria durar mais do que realmente durou, mas nenhuma chegou perto do que sempre sonhei desprovida.

Todas as vezes foi bom, divertido e encantador. Algumas eu sofri mais do que deveria, mas até hoje desconheço esse tal de amor.

Não tem jeito, uma hora ou outra a gente idealiza o amor perfeito.

Alguém que vai olhar pra você e querer te proteger, de qualquer pessoa ruim que aparecer.

Que vai estar contigo no sábado à noite no seu lugar preferido, seja ele uma balada ou assistindo seu filme favorito.

Que irá sonhar contigo quais países visitar, o nome dos seus filhos ou quantos cachorrinhos adotar.

Que irá combinar perfeitamente os sonhos com os teus, e se não combinar, os dois vão se adaptar.

É meio louco, talvez, a quantidade de vezes que achamos que encontramos essa pessoa outra vez.

Às vezes demora uma semana, um dia ou um mês pra perceber que era apenas momentânea.

Mas calma, não tenha pressa, vai ficar tudo bem, pra mim e pra você.

Guarda teu amor num potinho, menina, e entrega para quem realmente merecer.
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