2.2.17

Cinema: Passageiros



Obs: Por causa de uma exploração rasa da história que não revela inteiramente a trama, o trailer nos dá uma visão diferente do filme. Por isso, aviso que esse texto pode conter alguns spoilers importantes para contextualização da crítica. 
Nesse mês de janeiro entraram muitas novidades em cartaz nos cinemas, entre eles o filme Passageiros. A história do filme se passa dentro de uma nave de luxo em viagem interestelar levando cinco mil passageiros para um novo planeta colonizado, até que dois deles acordam de suas cápsulas de hibernação 90 anos antes do tempo, o que significa que passarão o resto de suas vidas na nave e não chegarão ao destino. Diante disso, muitas complicações acontecem ao logo da trama. Com uma história que se mostrava interessante e um cenário atípico, esse filme poderia ser uma diferença nos romances caricatos, mas devido a uma exploração pobre - inclusive de uma história problemática, e de efeitos especiais não tão bem elaborados, ele acaba se desviando completamente disso e deixando a desejar.

Após perceber que é o único que acordou, o mecânico Jim explora a nave e percebe que, na verdade, ele está adiantado 90 anos. Tentando buscar um modo de voltar a hibernação e, posteriormente, diante de seu fracasso, tentando viver o resto de sua vida na nave, o sentimento de solidão fala mais alto após um ano, levando Jim ao alcoolismo e a depressão. Porém, passando pela sala em que ficam as cápsulas, vê a escritora Aurora Lane, ficando obcecado e pesquisando o máximo de coisas sobre ela - meio que uma representação de stalker. Depois de meses pensando sobre o assunto, ele decide - pasmem -, acordar Aurora de sua hibernação para que ela viva com ele na nave, omitindo o que fez, desenvolvendo um afeto e algum tempo depois se envolvendo em um romance (parte importante que o trailer não mostra). 

Diante desse pequeno resumo bastante genérico do início do filme já temos aí um grande problema na relação dos dois: Jim decide por Aurora o rumo do resto de sua vida. No entanto, esse problema fica ainda pior por não ser bem desenvolvido durante o filme, na verdade, num roteiro como esse poderia ter sido explorado um tom mais melancólico e mais dramático que combinaria em número e grau com o cenário e a situação, diferenciando-o do comum, mas não é o que ocorre. Além da falta de exploração desses sentimentos, o filme ainda conta com alívios cômicos, o que quebra a expectativa, dá um conformismo sobre o que ocorreu e desvia o rumo de uma história problemática que poderia ter sido muito bem contornada (e que falha tentando fazer isso no final). Em suma, o filme não surpreende, perde oportunidades em que poderia ter feito isso e ainda constrói um "romance" sobre uma relação problemática que se inicia pelo egoísmo de Jim.

Ainda tratando dos problemas, a ambientação do filme tem tudo para fazê-lo ser diferente dos romances comuns, mas por não haver um bom aproveitamento dos efeitos especiais, ele acaba não sendo tão bem utilizado. Se você já assistiu Interestelar, mesmo que não tenha curtido tanto ou não tenha entendido algumas coisas (como eu - risos), com certeza deve ter se apaixonado pela ambientação e os efeitos dos planetas e do espaço, um parâmetro que acaba sendo adotado e quando aplicado a Passageiros acaba ficando bem abaixo do esperado. 

Enfim, diante de tantos problemas, o que se salva no filme são as boas atuações, principalmente de Jennifer Lawrence, e o modo que o filme mostra a possibilidade da evolução da tecnologia. O filme é uma boa para dar aquela distraída, mas em termos mais específicos, não traz alguma inovação.

Assista ao trailer de Passageiros:



E vocês já assistiram o filme? O que acharam? Conta pra gente nos comentários (espero não ter sido muito dura - risos) 

1.2.17

Encarando seu medo


Ai, que medo!

Achou essa frase familiar? Pois é, ela é bem comum. Fiquei pensando em quantas vezes já disse isso. Inúmeras vezes. E aposto que muita gente também. Muitas vezes esse medo aparece somente com uma sensação de frio na barriga, coração acelerado, suor excessivo, mãos úmidas. É inevitável. Tudo que é novo, desconhecido e que não sabemos como lidar causa medo. Alguns medos se justificam, e até fazem bem de vez em quando. É com o medo que você se obriga a dar o seu melhor. Mas eu sempre fui meio implicante com essa história de medo, porque ao mesmo tempo que ele te protege, ele também te paralisa se você deixar. Já ouvi muitas pessoas deixarem de tentar fazer coisas por medo, e ai que está o grande problema. No meu caso, sempre preferi encarar o medo.

É óbvio, que eu tenho sim meus medos, mas nunca deixei que eles me fizessem refém. Por que mais que você fuja, uma hora os caminhos vão se fechar, e você terá que encarar aquilo que te apavora. Parece fácil quando alguém está falando, mas eu sei que na prática é muito mais complicado. É muito mais fácil, muito mais aconchegante se encolher na sua conchinha protetora e deixar as coisas como estão do que arriscar. Arriscar sempre dá medo. Mas é essa sensação que nos faz desistir de nossos sonhos, que nos faz nos perguntar se vai valer a pena. No meio do medo de nos perder acabamos nem tentando. Simplesmente nos conformando de que não dará certo, de que não que não é pra ser, de que está tudo bem do jeito que está.

 Sempre desconfiei muito do medo, e ele sempre merece ser olhado com desconfiança. Se ele te fizer recuar, te fizer querer desistir do que quer, fique atenta. É claro, que sempre temos que ouvir nossos instintos, e isso inclui muito nossos medos, porém saber administrá-los e não deixar que eles nos façam perder oportunidades maravilhosas é o que podemos fazer. Se arriscar por bobeira, é burrice. Mas se jogar nas sensações da vida, e em tudo aquilo que você gosta em busca de algum sonho ou meta compensa qualquer maluquice que você faça. Tente superar. Vai parecer muito mais fácil quando começar a praticar, quando começar a exercitar a força que tem dentro de você mesma.

Quando a gente encara, todo aquela sensação angustiante e apreensiva se transforma, você muda, cresce e depois não entende como foi ter medo daquilo. É sempre isso. Superação. Por isso, por mais que tenha medo sempre procuro encarar as coisas, por mais que queira fugir, por que por pior que seja o resultado, vou saber que tentei, e como foi, e nunca ficar imaginando com medo, como seria se eu não tivesse tentado. Ainda tenho muitos medos para serem superados, e sei que se superá-los surgirão outros e assim será por toda minha vida. Mas tenho esperança de que terei força suficiente para superá-los e vencê-los antes que eles me abatam. Qual é o seu medo? Não, importa. Apenas reflita, encare e se não for nesse momento, mas que seja outro supere. Você vai ver o bem que faz pra alma largar nossos medos, e pro nosso coração também .

30.1.17

Dica de leitura: Pó de lua - Nas noites em claro


Autora: Clarice Freire
Editora: Intrínseca 
ISBN: 9788551000267
Ano: 2016
Páginas: 208
Classificação: ✰✰✰✰ (Muito bom) 
Onde comprar: Saraiva | Livraria Cultura | Submarino
Estou há um bom tempo tentando descrever o meu sentimento com o livro "Pó de lua - Noites em claro" da fofa Clarice Freire e até então nada que possa representar e descrever tão bem o talento dessa mulher.

Clarice foi um grande sucesso em 2014 com o primeiro livro "Pó de Lua", e em 2016 ela voltou com tudo com um livro ainda mais fofo. Se é que isso é possível...

Não sou uma pessoa muito familiarizada com desenhos e ilustrações, confesso, foram poucas as obras nesse estilo que li até hoje. Mas eu sempre fui uma fã apaixonada de qualquer pessoa que desenha. Eu sou um fracasso nesse quesito, não consigo desenhar uma maçã, morro de inveja de quem tem esse dom. E quando tive a oportunidade de conhecer o trabalho de Clarice, sério, foi um tiro no peito.

A edição é inteiramente linda, o formato, os traços, as cores... tudo faz com que as poesias e os versos fiquem ainda mais encantadores.

Clarice nos envolve em uma narrativa leve e sensível de pessoas que preferem a noite. Dividido em cinco partes, da meia noite até às cinco da manhã, a autora te cativa com versos muito bem escritos de uma sensibilidade sem tamanho. 

Motivos não faltam para você se apaixonar. Seja pela escrita ou pelo desenho, Pó de Lua será uma ótima companhia nas suas noites em claro :P
  

Gostaram dessa dica de leitura rápida e deliciosa? :) 

23.1.17

Dica de Filme: O Seu Jeito de Andar


Era 1h da manhã de uma sexta em que eu estava doente, sem sono e sem nada pra fazer. Sem precisar de muitos motivos, resolvi assistir um filme e encontrei O Seu Jeito de Andar. Dei uma lida naquele resuminho ruim que tem na Netflix e resolvi me jogar. Resultado? ME APAIXONEI.

O filme conta a história de Jay, o filho ovelha negra de uma família rica. Devido a uma das tantas confusões que ele se mete, Jay precisa pagar sua condicional sendo faxineiro de um hospital psiquiátrico e é lá que ele conhece Daisy. Uma paciente que foi criada em isolamento durante toda a sua vida. Certo dia, ele leva a jovem inocente para o casamento do seu irmão, tentando convencer a família de que ele deu um jeito em sua vida.

Vi duras críticas ao filme pelo fato deles tratarem com leveza demais assuntos sérios sobre doenças psiquiátricas. Mas gente, calma lá... O filme não é um drama e não aprofunda no tema. É uma comédia romântica daquelas que você coloca pra assistir de noite (ou de madrugada) e vai dormir feliz, sabe? Sem ficar triste, chorando ou pensando em como o mundo é cruel (hehehe).

Enfim, pra mim, o filme transmitiu uma leveza, uma delicadeza e uma doçura fora do comum. Fiquei apaixonada e não nego! Me apaixonei pelos personagens, pela fotografia e, principalmente, pela atriz que faz a Daisy,,, que interpretação linda. <3

É um ótimo filme pra assistir no domingo reunindo a família e comendo pipoca no sofá da sala. Garante boas risadas e cenas fofas pra terminar o dia de vocês felizes!
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