11.6.14

As lições de "A Culpa é das Estrelas"

"Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações". Esse trecho do livro "A Culpa é das Estrelas" do querido John Green definitivamente me representa em muitos momentos da vida, mas principalmente nesse. Li o livro em agosto de 2013, cheguei a resenhar aqui no blog e até alterar meses depois, mas passei longe do que eu realmente queria dizer ou deveria dizer - então vou ter que lançar outra resenha haha. Depois de assistir o filme já se passaram 3 dias e eu não consegui organizar meus pensamentos, e geralmente faço isso rápido. O que esse tal John Green fez comigo? Eu não sabia como compartilhar da melhor maneira possível o que achei do filme com vocês, então vou fazer uma mistureba total e espero que gostem, que se emocionem junto comigo e fique com esse sentimento nostálgico sem conseguir superar o filme.

Hazel, 16 quase 17 anos. Uma garota extremamente inteligente e incrível, mas saúde não é bem seu forte. Ela foi diagnosticada com câncer e é uma paciente terminal, mas graças a um remédio citado como “milagre” esta conseguindo sobreviver muito mais que o esperado, com limitações como um carrinho de oxigenação para ajuda-la sobreviver, mesmo assim continua morrendo. Augustus Waters, foi diagnosticado com câncer osteossarcoma, câncer que afeta os ossos, mas agora é um SEC, sigla para “sem evidência de câncer”. A doença o levou a amputar a perna direita, fazendo-o usar uma prótese no lugar. Mas isso tudo é só a história deles com o câncer, não a história de verdade, não é Gus?

“Passei a maior parte da minha vida tentando não chorar na frente das pessoas que me amavam… Você trinca os dentes. Você olha para cima. Você diz a si mesmo que se eles o virem chorando, aquilo vai magoá-los, e você não vai ser nada mais que uma tristeza na vida deles. Você não deve se transformar numa mera tristeza, então não vai chorar, e você diz tudo isso para si mesmo enquanto olha para o teto. Aí engole em seco, mesmo que sua garganta não queira, olha para a pessoa que ama você e sorri.”

Estamos aqui pra falar de uma história de amor. Hazel e Augustus se conhecem através da doença, verdade, mas logo esta é “esquecida” em meio a uma das histórias mais lindas que o universo já proporcionou, seja ele da realidade ou literatura. A história do casal que conquistou milhões de leitores no mundo começa em um Grupo de Apoio. Eles se apaixonam de uma forma bonita, simples, sem drama, afinal já não basta estar morrendo? Concordam e discordam em muitas coisas e é no meio de toda essa linda história de amor e de como levar uma vida saudável mesmo quando o universo parece conspirar contra você é que aprendemos muitas lições.

“Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.” 

Apesar de ser classificado como drama você só percebe isso na hora em que começa a chorar loucamente no cinema. Não chega nem perto de uma comédia romântica clichê, mas um drama cômico romântico, talvez. Enxergar a vida da melhor maneira possível é a grande lição, viver sem temer, amar sem medidas, com a maior intensidade possível. Viva mesmo que esteja morrendo.
Apesar da história do livro ser a mesma do filme, você provavelmente vai sentir uma intensidade muito maior nas telonas do que nas páginas, pelo menos foi assim comigo. Apesar de admirar o livro a adaptação correspondeu a altura, até superando minhas expectativas. Sabe aquele papo de que você precisa levar lencinhos pro cinema? Não é mentira nem exagero. Eu raramente choro em filmes (chorei em exatamente 4 durante toda a vida e nenhum com a temática câncer, que por sinal é meu estilo favorito de filme) e em #ACEDE eu quase desidratei, e não é só no final é o tempo todo. 

"Ela é tão linda! Não me canso de olhar para ela. Não me preocupo se ela é mais inteligente que eu: sei que é. É engraçada sem nunca ser má. Eu a amo. Sou muito sortudo por amá-la. Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas. Espero que ela aceite as dela."

Você pode não se identificar com o filme, histórias de amor assim são realmente raras, mas elas nos inspiram a valorizar quem está do nosso lado e a reparar mais em nossos sentimentos. Aquela história de se fazer de difícil, ligo não ligo, vou não vou, vai perder o total sentido. Você precisa fazer o que sente vontade, hoje. Viva intensamente, faça dos seus dias um pequeno infinito maior. Tem pessoas vivendo muito tempo e não vivendo nada, mas nessa história você vê dois adolescentes vivendo pouco, mas vivendo muito. Viva seu infinito, seja ele pequeno ou grande. Não se limite tanto.
Na vida você não vai ter tudo aquilo que quer e que deseja, você "tem aquilo que tem" e pronto. Valorize, enxergue o melhor de tudo. E apesar do mundo não ser uma realização de desejos, seus esforços permitem que você garante a realização dos seus sonhos. Nunca deixe de sonhar. Seu sonho é conhecer aquele escritor? Vá em frente, não deixe que a vida diga o que você pode ou não fazer, tentar é o passo mais importante.

"Eu achava que ser adulto significava saber em que você acredita, mas não tem sido bem assim pra mim."


Você só vai saber o que são realmente as coisas boas da vida quando passar pelas ruins. É aquela coisa, tem gente que não sabe o quanto é bom poder ir na livraria e comprar um livro que você queria muito, ter grana para comprar, porque muita gente simplesmente tem e não percebe mais o prazer disso. Você só reconhece o prazer depois da dor. Ela precisa ser sentida, a dor ensina e nos revela.

"Os verdadeiros heróis, no fim das contas, não são as pessoas que realizam certas coisas; os verdadeiros heróis são as que REPARAM nas coisas."

Um conselho bom pra mim e pra você, na maioria  das histórias de amor que já ouvi não tinha nenhum castelo, cavalo branco e pétalas de rosas. Isso tudo é glória de um amor já acontecido e vivido. Aquele amor que chega pra confortar e pra enfrentar batalhas com você, geralmente são os que ficam pra sempre. É tipo como se fosse mais fácil encontrar alguém no hospital do que na balada, acho bem verdade. Mas falando sério mesmo, o amor pode estar em qualquer esquina, você (e eu) precisa aprender a observar o mundo, com olhos reais para não se iludir e sofrer de novo e de novo. Afinal, até amizade a gente julga assim não é? Só conhecemos alguém de verdade quando passamos por dificuldades, é assim com o amor, garota.

“… Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, até que, todos os seres humanos o leiam…”


Sinceramente, eu ainda não sei bem o que eu gostaria com essa matéria. Uma resenha seria bobagem, o filme é simplesmente incrível, com uma adaptação perfeita de falas inalteráveis e o que foi mudado com certeza foi pra melhor. Amei desde os atores (que mesmo não cumprindo com olhos azuis rs, cumpriram com a intensidade necessária) até a trilha sonora e as escolhas de cenas. O filme é quase que uma indicação obrigatória pra quem quer um pouco mais de esperança na vida, amor incondicional e muita emoção. 

O livro é intenso, lindo e também muito bem representado pelo filme. As pessoas reclamam de isso ser uma modinha e os fãs se incomodam por ter virado "modinha". Eu fico feliz por cada pessoa que assiste, e se você tem uma certa capacidade mental vai ver o filme se emocionar e ainda querer mais. É a melhor modinha de todos os tempos. Como muitos já conhecem e pra quem não conhece eu não quis esfregar tantos fatos na cara, só queria compartilhar um pouco de como essa história me influenciou nos pensamentos e modo de viver. Valeu John Green.

E esta declarado oficialmente a paquera através do OKAY. Parem, vocês estão flertando com nós ~fãs de A culpa é das estrelas~ hahaha. Quem também amou o filme, o livro, e tudo mais? 


Bjs, Camila Mabeloop

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8 Comentários

  1. Ownn que tudo essa sua resenha/critica ou o que quer que seja.
    O que vc declarou a cima, me vez querer mais ainda ter o livro e mais ainda ver o filme.. Não importa eu quero esse livro e pronto nem que vou ter que gastar a passagem eu quero. kk

    Aii Ca, estou louca para participar da conferência e com certeza terá debates assim ne??

    Kisu
    www.eraoutravez.com

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  2. Ola camila post Otimo graças a você vou assistir esse filme!! VISITE MEU BLOG FIZ UM POST COM ESSE TITULO: dia dos namorados ou copa do mundo.fiz post novo olha lá
    http://pepperwave.blogspot.com.br/2014/06/dia-dos-namorados-ou-copa-do-mundo.html

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  3. Está é a primeira vez que visito seu blog. Confesso que lagrimas cairão ao ler seu post, foi como se estivesse revendo o filme! Nunca vi história de amor tão LINDA quanto essa. Estou lendo o livro pela segunda vez e, assim que terminar, vou correr para o cinema vê-lo filme novamente. E já espero ansiosamente pelo DVD. O seu post é excepcionalmente excelente!

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  4. Não li o livro ainda, mas to louca para olhar o filme. Beijinhos
    http://dicasfemininasetc.com/

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  5. @Pamela Dal Alva, vc não leu? menina corre pra uma livraria já euhuehueh e pro cinema tbm!

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  6. @Matheus Barbosa,oba!!! espero que goste tanto quanto eu <33

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  7. @danyelle rodrigues, comentários assim me emocionam <3333 Beijos enormes Dany

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