1.8.16

Não sinta vergonha, sinta amor

Foto retirada do site We Heart It

Juliana, menina de 21 anos. Há boatos de que é de humanas. Jornalista, mas a paixão maior, mesmo, é por fotografia e audiovisual. Feminista com orgulho e amor.

Em verdade, a apresentação foi apenas um pretexto para afirmar que sou feminista, precisava de uma deixa para começar esse texto. Quando tinha por volta de 14 ou 15 anos, dificilmente ouvia falar sobre o movimento feminista e, quando isso acontecia, era de forma pejorativa. As grandes mídias veiculavam reportagens de mulheres protestando com os seios à mostra e sutiãs erguidos, acompanhadas de manchetes grotescas. Ficava chocada, sentimento que me limitava a entender apenas aquilo que a mídia queria e não o real intuito do movimento. Então, tomava o feminismo como algo ruim. Cumpria-se o objetivo da norma-manipuladora-vigente.

Com o passar do tempo e, principalmente, o ingresso na universidade, me vi imersa em assuntos, antes, pouco explorados por mim. Primeiro, comecei a refletir sobre o papel da mulher na sociedade, sobre como somos inferiorizadas pelo sistema. Depois, passei a perceber como era violada todos os dias por olhares e palavras sujas que homens me dirigiam. E num terceiro momento, entrei de cabeça na desconstrução do corpo. Recordei-me das reportagens que via sobre o movimento feminista, quando tinha 14 anos, e, então, entendi o verdadeiro significado daquilo. E disse: se o feminismo é isso, então quero isso para mim.
Créditos: http://ana272.com/2015/11/mulheres-inspiradoras-sufragistas/

Achei que seria importante contar de forma (bem) breve minha história com o feminismo, por um motivo bem simples: vejo mulheres repudiando o feminismo; vejo mulheres com vergonha de admitir que são feministas. Não as culpo, sei que uma das vilãs da história é a grande mídia, que deslegitimiza a causa, tratando-a de forma depreciativa. Porque para o sistema não é nada interessante que as mulheres unam-se e quebrem com a ordem misógina vigente.

Hoje, felizmente, existem mídias alternativas que abordam o feminismo da forma como ele realmente é: um movimento que busca igualdade; que prega amor; repleto de vertentes específicas que acolhem mulheres em cada tipo de situação.

Desmerecer o feminismo é menosprezar as milhares de mulheres que, há tantos anos, lutaram por direitos, os quais usufruímos atualmente. Agora, é nossa vez de prosseguir com essa luta. Ainda há muito a ser conquistado e desconstruído.  

Dizer “eu sou feminista” é mostrar para a sociedade que você não concorda com a estruturas machistas de poder, padrões (absurdos) impostos às mulheres, a violação do corpo da mulher dentro da sociedade e tantas outras injustiças que nos cercam. Por isso, mulher, não tenha vergonha de dizer que é feminista. Feminismo liberta. 

PS: Que tal contar um pouco da sua história com o feminismo? Sou apaixonada por histórias e terei o maior prazer em conhecer a sua :) 

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7 Comentários

  1. Concordo plenamente com você Juliana!
    Achei o texto maravilhoso e exemplar. Tanto as mulheres, quanto a sociedade precisa enxergar o verdadeiro Feminismo.

    Parabéns!!!!!

    Grande beijo.

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  2. Ai que post lindinho <3
    Fiz um vídeo esse final de semana falando um pouco disso, mas puxei para outro ângulo...

    Um beijo,
    Foca no Glitter

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  3. Anônimo8/02/2016

    Muito Bom Teu Texto O Feminismo Nao E uma Coisa legal A sociedade Tem Que Entender Isso <3

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  4. post lindo, moça! :) é tão legal ver esse tipo de texto na internet, espalhando amor <3
    se a humanidade desencanasse desses pensamentos ruins, preconceituosos; se o ser humano percebesse que todos somos iguais, que não tem ninguém aqui superior a ninguém, que todos merecem respeito...

    gente do céu, como seria bom.
    enquanto esse dia não chega, continuemos com a luta :)
    beijossssssss

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  5. Me considero feminista... Não tenho há muito tempo a idade que você tem,mas sinto com a idade que tenho hoje,comentários perjorativos da minha idade.
    É como se na minha depois de um tempo, temos que nos conformar com a vida que levamos.
    Ouço isso quase sempre!
    -Ah,agora não dá mais,se conforme.
    Ou essa: - a experiência só vem ,quando não precisamos mais dela.
    Bem,acho que foi só um desabafo... :/

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  6. Olá!
    Bom, no começo quando ouvi falar do feminismo através da mídia assim como você, achei o movimento sem sentido, pois só ouvia falar das mulheres que não se depilavam e andavam com os peitos de fora como protesto.
    Entrando na faculdade conheci uma menina que é feminista e mesmo sem conversar com ela percebi a paixão e a convicção com que ela defendia o movimento, e percebi isso em mim sempre que falavam mal ou depreciavam as mulheres, pois meu coração só faltava a sair pela boca de tanta raiva.
    Hoje não sei se posso me considerar feminista, pois o meu conhecimento sobre o movimento não é muito aprofundado, mas posso dizer com certeza que eu defendo esta causa.

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  7. Adorei o post, e também concordo com você quando era mais nova sempre achei que ser feminista era algo ruim já que era isso que a mídia dava a entender, mas depois de certo tempo comecei e ver de outra maneira o feminismo principalmente por redes sociais e hoje tenho orgulho de dizer que sou feminista.

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