18.10.16

Um fim para um começo


O sino da igreja já havia badalado doze vezes a muito tempo, passara da hora de ela estar em casa. Seus pais ficariam furiosos, ela sabia. Mas o que são algumas regrinhas quando se é jovem, louco e apaixonado. Estava quebrando as malditas regras da vida, por alguém que logo quebraria o seu coração. E esse seria só o começo, a ponta do ice berg estava por vir. 

Não se pode prever o futuro, se prevenir ou deixar de viver para se poupar de uma mínima dor que seja. Tratamento de cáries dói, mas comer doces é bom. 

Ela estava ultrapassando todos os sinais vermelhos enquanto do lado de fora do carro, a chuva parecia não se importar correndo solta. Passou por aquela árvore e teve um flash back das tardes que passou deitada ali com ele. Poesia. Ela se lembrou de cada coisa que no futuro, gostará de não lembrar, também lembrou de cada curva, cada estrada percorrida e o dia que lhe conheceu.

Não foi fácil, nunca é fácil deixar alguém partir e apagar as memórias só para deixar o coração sóbrio. Ela foi avisada com aquela  frase que, puta merda, milhares de pessoas insistem em dizer: "Quem avisa amigo é." E onde fica o encorajamento? 

Ela dirigiu alguns quilômetros até ele, para impedir o que quer que ele fosse fazer. Ela estava disposta a ficar um tempão de castigo, se essa fosse a punição. Mas, bem... Ela não gostaria de ficar solta em mundo do qual ele não fazia parte. Se desse errado, dessa vez ela saberia o que poderia esperar. Sempre foi uma boa garota, aluna, humana. Não era um papel. Ela realmente era boa para o mundo. Não podia renegar sua humanidade e abafar as vozes que falam dentro dela. Escutou-as, e percorreu um caminho maldito, ainda que, em nome do amor, foi válido.

As lágrimas caiam junto com a chuva, mas ela tinha esperanças. Sempre teve, e toda manhã ela acredita em algo novo. Por que ela simplesmente é esperança. Você imagina o que aconteceu depois, o que eu devo lhe contar, querido ou querida, é que esse foi um fim para um começo. 

Ela ficou presa no passado por um tempo que eu chamaria de longo, mas como uma rosa, eu a vi desabrochar para viver novamente. Lá estava ela no campo outra vez, descalça e mais humana. As borboletas estavam vivas dentro dela.

 Ela cuida da vida como cuida do seu amar, protege seus animais e respira ar puro. 

Ela é alguém incrível que o mundo nunca entenderá, peculiar. Diferente, não é deste mundo. Ainda bem que não é, ela vem de onde o sol nasce, de onde as estrelas dormem. Ela é de Krypton. É do mundo, e tão dela mesma. Amor, acima de tudo, amor é o que ela deseja. Na companhia de seus heróis literários, ela sonha, ela cresce, ela se renova. 

Ela é uma rosa que quer ser cativada, e do amanhecer ao anoitecer, ela espera pelo seu pequeno príncipe.


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2 Comentários

  1. Olá Natália!
    Nossa, os textos que vocês postam aqui são tão lindos. Aposto que várias pessoas se identificam com eles assim como eu <3 Muito lindo mesmo.
    Beijos

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  2. Obrigada, Lara! Fiquei muito feliz com o seu comentário. Volte sempre viu? Super beijos. <3

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